Sobre a J. Soares Correia – Armazéns de Ferro

Sobre a J. Soares Correia – Armazéns de Ferro

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iso-9001100J. Soares Correia – Mais de 100 Anos de Existência

O primeiro armazém da empresa J. Soares Correia – Armazéns de Ferro situava-se em Vila Nova de Gaia, no r/chão da casa onde residia a família que fundou a empresa no ano, já longínquo, de 1907.

De estrutura familiar, a empresa de ferro passou pelas vicissitudes inerentes a um século de existência, em que percorreu uma trajectória que a levou do modesto oitavo lugar que ocupava nas vendas de ferro a nível do norte do país, nos meados do século, até uma situação de liderança do mercado, em que se mantém desde há cerca de uma década.

Após a inevitável dispersão de capital, própria de uma organização familiar que já ia na quarta geração, o ramo Correia Santos adquiriu, em 1998, a totalidade do capital aos restantes herdeiros e concentrou os destinos da empresa que ganhava, assim, uma nova geração de empreendedores.

O primeiro armazém era suportado por uma estrutura administrativa e comercial reduzida, com cerca de sete funcionários, adequada a um mercado pouco desenvolvido, em que todo o ferro era importado, nomeadamente da França, Alemanha e da Bélgica, até à criação da Siderurgia Nacional, em 1960, que alterou este panorama.

Nesse tempo, a construção absorvia ainda quantidades diminutas de ferro e este material encaminhava-se para consumos de tipo rural, como eram os aros para as rodas dos carros de bois, para os alcatruzes das noras ou para as bicas que recolhiam a resina nos pinheirais. Curioso é que era também em carros de bois que se fazia o transporte do ferro para os primeiros armazéns da empresa: depois de descarregado, das barcaças, no cais de Gaia, eram esses veículos que garantiam a íngreme subida até à rua de Soares dos Reis.

A distribuição do ferro foi, durante grande parte do século XX, feita por via-férrea, para o interior do país, até à aquisição da primeira viatura, uma Opel Blitz, que o actual proprietário ainda recorda. Sinais de um tempo longínquo em que o braço humano assegurava praticamente todas as tarefas e que mudou com a introdução de equipamentos adequados, como a primeira ponte rolante, nos finais dos anos 60, cuja instalação se revelou de tal modo eficaz que foi seguida de uma série de outras que contribuíram para o desenvolvimento da empresa e a melhoria significativa das condições de trabalho.

Em 1987 a empresa detinha já uma posição no mercado que levara à sua cotação em bolsa, no seguimento de uma OPV de 25% do capital. O mercado dos produtos siderúrgicos é hoje dominado pela J. Soares Correia – Armazéns de Ferro S.A., que alargou a sua actividade através da aquisição de empresas da mesma área de actuação, particularmente a «M.Cardoso» e a «José Pinto Magalhães» (em 1987) e a «FerroBeiras» e a «Transferro» (em 1990).

Numa estratégia de expansão gradual e de cobertura nacional, criou estruturas na Guarda, Palmela, Maia e Vila Real. O ano de 2000, ano da centralização da sede e do principal armazém na Maia, foi marcante nesta evolução. Hoje, as empresas do grupo, certificado em 2003, pela ISO 9001:2000, gerem 100.000 m2 de área ocupada por instalações, uma frota de 30 viaturas pesadas e uma tecnologia evoluída, nomeadamente nos Sistemas de Informação, nas áreas da movimentação e elevação de cargas e da linha de corte. Já há cerca de vinte anos, se afirmou que a empresa tinha vendido ferro suficiente para construir, não uma, mas muitas Torre Eiffel.

Agora, neste centenário, em forma de homenagem à J. Soares Correia, podemos afirmar que as pontes destas paisagens de ferro, e muitas outras, bem poderiam ter saído dos armazéns da empresa, tal é a quantidade de ferro já comercializada até ao presente.